Frases de Santos

Artigos › 25/09/2020

Solidão não Existe!

 

 

A maturidade na fé é alcançada através de exercícios da Presença de Deus em mim. E isso para quem quer ser um católico autentico é essencial. Hoje muito se fala de depressão, que depressão não é falta de Deus. Por outro lado, reflito a verdade: Deus é conosco. “…Ele não vos deixará, nem vos abandonará.” (Hebreus 13, 6) Em inúmeras passagens Deus se revela como Pai, que não abandona jamais, que perdoa, que é Bom, como Jesus que prova o amor na Cruz, como Espírito Santo que desce não somente em Pentecoste mas em cada momento de real necessidade para molda, agraciar com dons, santificar, afim de conduzir e manter o seu povo por toda a eternidade unido com Ele. Através do sacramento do Batismo com felicidade não só eleva sua criatura a Filho, como envia o Espírito Santo e passa fazer dele a seu templo santo. E ainda, Jesus em cada Eucaristia se entrega totalmente, vivifica, fortalece, renova, a aliança com a Santíssima Trindade.

Partindo da verde que os filhos de Deus, jamais são abandonados, são habitados pelo Pai, que intensifica a Sua Presença em cada momento da Eucaristia, da Confissão, da vivência com autenticidade dos sacramentos. O sentimento de solidão é falta de fé. Prova disso são os testemunhos dos grandes Santos da Igreja, como São João da Cruz que ficou anos num cárcere, sendo maltratado, e vendo aqueles que tanto o tratavam de modo injusto como Benfeitores. O Abandono, a generosidade dos santos que expiaram os pecados do mundo inteiro através de humilhações, de situações de abandono, calúnia, difamação e agressão, prova a necessidade da maturidade na fé. Mostram o caminho para a cura do mal da depressão, o caminho para se ordenar inteiramente a Deus. E assim não cair numa depressão porque o filho morreu, porque perdeu emprego, porque está doente e pode morrer a qualquer momento, porque está careca, porque passou por uma situação difícil demais… Que São João da Cruz, clarifica no Epistolário ao recomentar o desapego: das coisas, de mesmo, e das pessoas.

Não nos pertencemos, sou pó, miserável, verme, e nada mereço… Enfrentar o espelho para se reconhecer então contemplar que do outro lado está Deus, é essencial. Lembrar todos os dias qual o sentido da vida: amar a Deus com todo o coração com toda alma, com todo entendimento e a Ele servir e um dia estar com Ele nos céus. Só assim se pode ter verdadeiramente encontros de amor com o Pai. “O justo vive pela fé.”

Pensar que estou sozinho, é pensar que Deus me abandonou. É pensar que Deus não olha pra mim. Pois essa é a verdade! Quem acha que está sozinho, não crê que tem um anjo da guarda a todo instante, não crê na onipresença de Deus, não crê que a Santíssima Virgem também participa dessa onipresença divina e por isso olha e está junto com todos os seus filhos, não crê que Jesus se faz presente na Eucaristia, nos Sacrários, em cada irmão e dentro de si mesma, não crê na ação constante do Espírito Santo em si mesma. Pois se cresse de verdade, mesmo sem sentir a Presença do Amado, iria crer, e isso iria bastar. Bastar para não entrar numa crise de choro, para não pensar em suicídio e tantas outras coisas. Ou então simplesmente não se exercita na presença de Deus, através de momentos de oração e vivência dos sacramentos.

A solidão é um sentimento ilusório, difundido através da ação de satanás no mundo. Onde ele não podendo tirar Deus de seus filhos, induz ao pecado, que é solvente dessa união amorosa. Infundindo o achismo de ser abandonado, a futilidade do querer ter, e se não Ele não me dá, é porquê não sou amado e Ele não é bom. O prazer desordenado, usando a desculpa de modernidade, fraqueza e necessidade, a idolatria onde se coloca dinheiro, coisas, pessoas acima de tudo, o orgulho. Ao ponto de mães endeusar seus filhos, maridos, pois não podem viver sem eles que o mundo delas se acabam – veja a perda de um filho, ente querido é doloroso, não nego o fato. Mas, o Centro é Jesus Cristo, é sem o Criador que o mundo acaba e não sem as coisas e as pessoas. Para tudo existe um tempo, tanto que um dos adjetivos de Deus é Eternidade. E o que Ele nos chama e nos convida não é para o mundo, apesar de nos trazer a vida neste mundo, a intenção final, a meta final é viver a Eternidade no amor, na paz, sem dor num lugar chamado Paraíso/Reino do Céu.

Todos nós um dia iremos morrer, seja para viver no Céu, as vezes um período no Purgatório ou então direto para o Inferno, e isto é um fato! Mas o que não é um fato para o mundo e um fato só para os Católicos, aqueles que creem é que: Essa morte é só para o mundo, pois ali é o ponto que verdadeiramente inicia a Vida. Como dizia Santa Teresinha do Menino Jesus: “Não morro, entro para a vida.”

O sumo sentido da vida é Deus. E quando perdemos, ou quando não o temos momentos de encontro pessoal, vida de oração, estamos vulneráveis a doenças psicológicas ainda mais. No filme Agnus Dei, mostra a realidade de um convento, que se passa na Polônia ao final da segunda guerra mundial. Soldados entram, abusam sexualmente delas, a Madre contrai síflis e várias irmãs ficam grávida. Mediante a grande tragédia, abalo emocional, físico, contemplo o orgulho, explico: A Igreja diante da situação política não tinha como enviar Padres, devido as normas e as regras ficaram como medo da população saber, então seria uma vergonha para as famílias saberem que estão grávidas, além de terem medo de serem expulsas da ordem. Então para não descobrirem, não chamavam um médico e a madre abandonavam numa espécie de bosque a criança, e com isso se a mãe não morria no parto e ao menos o bebê morria de frio do abandono (região que nevava).

Mas onde está o orgulho? São vítimas! Exato não contemplavam ser vítimas miseráveis. Não conseguiam contemplar que apesar de serem esposas de Jesus, isso não as fazem inatingíveis, o melhor servo de Deus, Jó, teve tudo dele tirado, e assim delas foram. Ficaram cegas para a beleza da vida, de gerar um filho. Não conseguiram contemplar que não morreram! Estavam vivas! E através daquela dor, daquela violência absurda, tinha graça, participar da geração de vida nova. E graças a uma médica da Cruz vermelha francesa, conseguiram ordenar suas vidas para Deus ao dizer: “sou médica para salvar vidas, independente do risco que corro”. As monjas assim são chamadas para perder a própria vida, e até a sua dignidade perante a sociedade se for da vontade do Pai, para salvar almas e assim garantir a sua dignidade e dos seus filhos enquanto filhas de Deus. A médica revela o plano de Deus, acolher as crianças que estavam na rua devido a morte dos pais na guerra, e assim criar seus filhos e todos no amor, na fé, na esperança e nada caridade. Deus permitiu uma atrocidade, que se não fosso isso, talvez as almas daquelas crianças seriam perdidas não só neste mundo, mas por toda a eternidade.

A fé bem alicerçada não se abala, nem com cárcere injusto de São João da Cruz. E aqueles que não estão nesse nível, mas que permanecem no exercício da Presença de Divina, mesmo sentindo ter perdido a fé, mas sem desespero de se suicidar – que acontece também no filme com uma das freiras – mas como Jó, como Santa Elisabete da Trindade que devido as dores intensas teve vontade de se jogar pela janela, confia e espera, encontra no fim da prova um tempo de Graça até o momento de contemplar a Face de Deus no Céu.

Hoje mais que nunca rogo a Deus fé, fé para não me abalar quando passar por momentos sérios de provações, ou ao menos esperar e confiar. Que São João da Cruz me ajude, que nas noites escuras possa sempre perguntar com confiança: Onde foi que meu amado se escondeu? Ser Esposa de Jesus para Salvar Almas, é a missão, passando pelas provações que tenha que passar, sem me achar indigna delas ou de não querer ser mal vista, ou difamada. Apenas a todo instante dizer Fiat, Amado Meu.

 

Por: Equipe Frases de Santos.

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