Frases de Santos

Homilia › 28/09/2020

Será que nós realmente amamos a Deus?

 

Será que nós realmente amamos a Deus? Se amamos verdadeiramente, por que ainda insistimos nos prazeres do mundo? Por que tanta falta de perdão? Porque não existe paz em nosso coração? por que murmuramos e blasfemamos?

 

A liturgia da palavra de hoje nos ajuda recordar do primeiro e maior mandamento da lei de Deus: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”. Pode parecer estranho, mas é isso mesmo.

Logo na primeira leitura nos deparamos com a trágica história de Jó e sua fidelidade a Deus. Mesmo quando perde tudo o que possuía. Ele possuía mutas posses, amigos, tinha uma bela família e muitos amigos. Mas, foi posto a prova para ver se realmente amava a Deus sobre todas as Coisas. Perdeu tudo o que possuía… inclusive seus filhos e amigos. O que nos chama a atenção é a sua fidelidade a Deus mesmo diante desta tragédia. Na dor e no sofrimento louva e bendize o nome de Deus, nos dando um exemplo de humildade e fé. Infelizmente quantos de nós, por situações insignificantes e mal entendidas, ou seja, por muito menos, nos revoltamos contra Deus, murmuramos, blasfemamos, e até mesmo abandonamos a fé. O que nos faz agir assim é a falta de fé. É muito fácil dizer que tem fé em Deus, quando tudo está muito bem, quando as coisas vão bem. Mas na hora do sofrimento, da humilhação, da perseguição, são poucos que permanecem fiel a Deus. Portanto, é na miséria e na dor que provamos nossa fé e nosso amor a Deus. Jó dá-nos um maravilhoso exemplo de adoração, amor e fidelidade diante de uma situação de extremo sofrimento. É mais fácil reconhecer a Deus, quando tudo corre bem, porque é mais espontâneo pensarmos num deus que se coloca a nosso serviço, do que em Deus em quem podemos confiar e confiar-nos quando parece longe de nós, e até contra nós. Jó entende que depende de Deus e por isso confia n´Ele mesmo na fortuna ou na desgraça. Ao contrário do que pensa Satanás, é capaz de um amor gratuito. Por isso, despojado de todos os bens, confia-se totalmente a Deus.

Diante das leituras de hoje somos chamados a contemplamos Jesus crucificado. Jó nos ensina que a nossa verdadeira grandeza se revela em amar sempre, e em todas as situações, o “imenso amor” (Ef 2, 4) de Deus, mesmo diante dos maiores sofrimentos.

Despojado de todos os bens, Jó torna-se imagem viva da palavra de Jesus: “Pois, aquele que entre todos vós fordes o menor, esse é o maior” (v. 48b). Só quando estivermos “nus” (sem mascaras) diante de Deus e do Amor Crucificado, é que nos tornaremos grandes. Jó ainda não compreendia completamente, mesmo assim permaneceu fiel. Nós, temos a graça de contemplar Jesus Cristo Crucificado, por isso, podemos compreendê-lo e compreender o sentido da adoração e meditação. Só o “pobre em espirito” é capaz de adorar, como Cristo adorou na cruz. É certamente difícil. Mas é possível, com a graça do Senhor. Nunca deixemos de olhar para Jesus Crucificado.

Todo ser humano está sujeito aos sofrimentos e a provações no corpo, no espírito, na comunidade, no apostolado. Estamos sujeitos a experiencia da fragilidade e da fraqueza. Mas na media que abrimos nosso coração para graça do Espírito Santo, podemos, mesmo em meio a qualquer realidade da vida, experimentarmos os seus dons, sabedoria, santo temor de Deus, assim como os seus frutos, caridade, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, mansidão, humildade, fidelidade a Jesus e o abandono de amor ao Espírito Santo. Desta forma poderemos colocar em prática as bem-aventuranças, assim em meio a nossa pequenez fazermos parte dos “novos céus” e da “nova terra”, onde habita a justiça (Cf. 2 Pe 3,13).

Desta forma, renovados pela graça do Espirito Santo, seremos capazes de já aqui, construirmos a “civilização do amor” como nos ensina São João Paulo II:

“O cristão sabe que o amor é o motivo pelo qual Deus entra em relação com o homem; e é o amor também que Ele espera do homem como resposta. Por isso, o amor é a forma mais alta e mais nobre de relação dos seres humanos inclusive entre si. Consequentemente o amor deverá animar todos os sectores da vida humana, estendendo-se também à ordem internacional. Só uma humanidade onde reine a « civilização do amor » poderá gozar duma paz autêntica e duradoura” (Mensagem de João Paulo II para a celebração do Dia Mundial da Paz – 2004)

1 Comentário para “Será que nós realmente amamos a Deus?”

  1. Maria das Graças Cerqueira Neri disse:

    Agradeço a pe Leandro por ter acesso hj a esse Whatszap

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