Frases de Santos

Formação › 02/12/2020

Salvação como auto comunicação de Deus

 

Quando pensamos na salvação como auto comunicação de Deus, podemos olhar para a liturgia como lugar teológico.

A liturgia é um dos ‘lugares teológicos’ primeiro, porque a experiência cristã começa a fazer parte da vida humana, quando se expressa em símbolos… Faz-se necessário que se expresse em símbolos que dão aos sentimentos e disposição íntimas estaturas e forma, pois no símbolo o ser humano atualiza sua verdade mais nuclear com todas as faculdades. É por isso que a autocomunicação de Deus se realiza não só em palavras e ações de poder, mas também em gestos simbólicos. É o que acontece na liturgia. Acolher a ação de Deus em nós na liturgia e nela expressar a fé é capital para que a fé passe às ações[1].

A liturgia Segundo Francisco TABORDA é uma maneira de ser da revelação cristã, onde encontramos expressões de fé. A liturgia ao longo da história começa a fazer parte da vida humana, pois, liturgia é diálogo com Deus[2]. Portanto, na liturgia é feito memória do mistério da salvação, ou seja, é o memorial da economia da salvação realizado em Jesus Cristo.

A salvação está intimamente ligada á revelação de Deus, ou seja, com a auto comunicação de Deus. Pois a salvação se dá por meio da manifestação pessoal de Deus, seja por meio da encarnação do Filho e sua morte na cruz, seja pelo Espírito Santo na Igreja. Deus Pai é o autor da salvação, por meio do Mistério Pascal de seu Filho, Cristo Jesus. Toda a história da Salvação culmina no Mistério Pascal de Cristo. Toda ação de auto revelação de Deus em Jesus tem como finalidade a salvação de todos. Ao se encarnar, Deus se faz presente em meio ao seu povo.

Na liturgia também encontramos a presença de Jesus por meio do Espírito Santo, portanto, a liturgia é auto revelação de Deus ao povo cristão de todas as épocas. A celebração litúrgica é o momento atual da história da salvação, onde é celebrado o mistério da redenção de Jesus Cristo.

 

Pe. Leandro Couto

 

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[1] Francisco Taborda, “Da celebração à teologia. Por uma abordagem mistagógica da teologia dos sacramentos”, in Paulo Cezar COSTA (org.), Sacramento e Evangelização, 2004. p. 34.

[2] Cf. Idem, p.  34-35.

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