Frases de Santos

Formação › 26/01/2022

Saiba quais são os procedimentos para uma o processo de Canonização

“Os santos e santas sempre foram fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis da história da Igreja. Com efeito, a santidade é a fonte secreta e a medida infalível de sua atividade apostólica e de seu elã missionário” (Catecismo da Igreja Católica, 828).

Existe um chamado universal a santidade, tanto é que o Concilio Vaticano II dedicou o Capitulo 5 da Lumen Gentium sobre este assunto.

Nesta busca de santidade sempre tem aqueles que de uma forma ou outra a alcançou e deixou um legado de santidade. Para que a igreja proclame a santidade de alguém, existe um processo.

Processo de canonização

 São João Paulo II na Constituição Apostólica sobre a Legislação relativa às causas dos santos, foram dadas orientações para o processo de canonização, e uma delas é a participação ativa das Igrejas particulares (dioceses). O Documento aponta que “à luz da doutrina sobre a colegialidade proposta pelo Concílio Vaticano II, seria conveniente associar os Bispos à Sé Apostólica no tratamento das Causas dos Santos”. Ou seja, o processo passa a acontecer também com a cooperação dos Bispos em sua Igreja local, junto a Santa Sé com a Congregação para as Causas dos Santos.

Para cada causa é escolhido pelo bispo um postulador, cuja tarefa é investigar detalhadamente a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade. Sendo que, já é chamado Servo de Deus o fiel católico do qual se iniciou a causa de beatificação e canonização.

Passo a passo do processo

O primeiro processo é o das virtudes ou martírio. Essa é a etapa mais demorada, porque o postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus, verificar a fundo a vivência das virtudes. Já no caso de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte, para comprovar se houve realmente o martírio. Ao término desse processo, a pessoa é considerada venerável.

O segundo processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato, é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização. Este tem que ter ocorrido após a beatificação. Comprovado esse milagre, o beato é canonizado e o novo santo passa a ter um culto de veneração universal.

Com isso, “ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solenemente que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores.” (CIC 828)

“Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (CIC 956). Portanto os santos são nossos intercessores.  “como a comunhão entre os cristãos da terra nos aproxima de Cristo, da mesma forma a união com os santos nos une a Cristo, do qual, como de sua fonte e cabeça, promana toda a graça e a vida do próprio povo de Deus” (CIC 957).

“sede santos, assim como vosso Pai celeste é santo” (Mateus 5,48).

 





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