Frases de Santos

Formação › 09/01/2021

Sacramento do Matrimônio

O sacramento do matrimônio é de instituição natural de origem divina. “Desde o início dos tempos, quando Deus criou o primeiro casal humano, deu-lhe uma ordem que fez da sua união uma instituição natural dotada de vínculo permanente e exclusivo, de modo que já não são dois, mas uma só carne, sem que ninguém na Terra possa separar o que o próprio Deus uniu (cf. Mt. 19,6)”[1]. O matrimônio também é um sinal da união nupcial entre Cristo e a Igreja. “O amor recíproco entre os cônjuges está, portanto, destinado a refletir o amor fiél e total com que o senhor ama sua Igreja (cf. Ef 5,21-33; Cl 3,18s) e deve buscar um crescimento conjunto na fé e na aliança com Deus (cf. 1Pd 3,1-7)”[2].

“O Matrimônio cristão simboliza a história de um amor pessoal que começou na criação, alcançou sua suprema realização em Cristo e chegará a seu pleno desenvolvimento na escatologia”[3]. A união de dois cristãos é um grande marco na história, pois, simboliza o amor esponsal de Deus pelos homens[4]. BOROBIO ainda afirma que:

 Esse amor de Deus pelos homens teve seu centro e ponto culminante em Cristo, em sua paixão-morte-ressurreição, no mistério pascal. Por isso, quem se “casa no Senhor” representa e atualiza sobretudo esse acontecimento pascal no qual nos é dada a chave de interpretação do sacramento cristão. Porque é no mistério da morte de Cristo na cruz, por amor, que vemos o que significam o eros, o amor e a morte matrimonial. Porque nessa paixão e nessa morte encontramos a última palavra do amor verdadeiro, um amor que é doação e entrega e que, apesar do sacrifício, e por meio dele, vence o egoísmo e abre caminho à esperança definitiva. Daí poder-se dizer que o amor pascal é a verdadeira graça do sacramento do Matrimônio. E que o Matrimônio é como um “memorial” permanente dessa graça pascal[5].

O sacramento do matrimônio é celebração do mistério pascal de Cristo. Neste sentido, este sacramento pode ser considerado de duas maneiras: enquanto celebração e enquanto o tempo que perdura depois que foi celebrado. Embora não imprime caráter, é um sacramento permanente[6].

 

Por: Pe. Leandro Paulo do Couto

 

_______________________

[1] Ricardo SADA; Afonso MONROY, Curso de Teologia dos Sacramentos, 1998, p. 167.

[2] Bruno FORTE, Introdução aos Sacramentos, 1996, p. 91.

[3] Dionisio BOROBIO, Celebrar para Viver: Liturgia e sacramento da Igreja, 2009, p. 367.

[4] Cf. Ibidem.

[5] Ibidem.

[6] Cf. Francisco TABORDA, Matrimônio – Aliança – Reino: Para uma Teologia do Matrimônio como Sacramento, 2005, p. 78.

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.