Frases de Santos

Catequese › 18/10/2020

Que eu morra somente por ti, Jesus, que te dignaste morrer por mim

Dos Escritos Espirituais de São João de Brébeuf, presbítero e mártir

(The Jesuit Relations and Allied Documents, The Burrow
Brothers Cº, Cleveland 1898,164.166) (Séc. XVII)

Que eu morra somente por ti, Jesus, que e dignaste morrer por mim

Por dois dias senti continuamente grande desejo de martírio e ambicionei suportar todos os tormentos que os mártires sofreram.
Senhor meu e Jesus, meu Salvador, como poderei retribuir-te por todos os benefícios que já me deste? Tomarei de tua mão o cálice de tuas dores e invocarei teu nome (cf. Sl 115,13). Prometo diante de teu eterno Pai e do Espírito Santo, diante de tua Mãe santíssima com seu castíssimo esposo, diante dos anjos, apóstolos e mártires, de meu santo pai Inácio e de São Francisco Xavier, sim prometo a ti, meu Salvador Jesus, que nunca deixarei, enquanto estiver em minhas mãos, de aceitar a graça do martírio se, a mim, teu mais indigno servo, tu ma ofereceres em tua infinita misericórdia.
Deste modo, obrigo-me a que, por todo o tempo que me resta de vida, não me seja lícito ou livre fugir da ocasião de morrer e de derramar o sangue por ti, a não ser que julgue convir melhor à tua glória nessa ocasião proceder de outra forma. Também me comprometo, no instante em que for dado o golpe mortal, a recebê-lo de tuas mãos com a maior alegria e gozo. Meu amável Jesus, por estar repleto de imenso júbilo, desde agora vos ofereço meu sangue, meu corpo, minha vida. Que eu não morra a não ser por ti, se me deres esta graça, pois tu aceitaste morrer por mim. Faze que eu viva de forma que me concedas o dom de morrer de modo tão feliz. Assim, meu Deus e meu Salvador, tomarei de tua mão o cálice de teus sofrimentos e invocarei teu nome: Jesus, Jesus, Jesus!
Meu Deus, como me entristeço por não seres conhecido, porque este país bárbaro ainda não se converteu todo a ti, porque o pecado ainda não foi extirpado daqui! Sim, meu Deus, se sobre mim se desencadearem todos os tormentos que devem nesta região suportar os cativos, com toda a ferocidade dos suplícios, de coração me abro a eles. Somente eu os padeça!

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