Frases de Santos

Artigos › 04/05/2020

O Pecado Mortal e a Condenação

Infelizmente, nos dias de hoje, quem fala sobre o pecado mortal e suas consequências não e bem aceito e muitas vezes reprimido e perseguido. Por exemplo, hoje em dia é muito mais fácil você vender um livro de autoajuda do que um livro sobre a busca de santidade. Muitos preferem ir atrás de um Coaching do que ir a um bom psicólogo ou de um Diretor Espiritual. É perceptível que muitos dos que se dizem católicos preferem uma vida de pecado, do que viver os ensinamentos da igreja. Pior ainda, muitos destes entram na fila de comunhão e recebem a eucaristia em pecado mortal. Ainda justificam dizendo que Deus é amor, Deus é misericórdia. Sim, realmente Deus é amor e misericórdia, mas ele é o Justo Juiz. Veja é o próprio Jesus quem diz a Santa Faustina:

Antes de vir como Justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia. Antes de vir o dia da Justiça, no céu será dado aos homens este sinal: apagar-se-á toda a luz no Céu e haverá uma grande escuridão sobre a Terra. Então aparecerá o sinal da Cruz no Céu, e dos orifícios, onde foram pregadas as mãos e os pés do Salvador sairão grandes luzes que, por algum tempo, iluminarão a Terra. Isso acontecerá pouco antes do último dia” (Diário numero 83.)

O catecismo da Igreja Católica nos ensina que:

Deus não predestina ninguém para o inferno; para isso é preciso uma aversão voluntaria a Deus (um pecado mortal) e a persistência nela até o fim. Na liturgia eucarística e nas orações cotidianas de seus fiéis, a igreja implora a misericórdia de Deus, o qual não quer ‘que ninguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se’” (Pd 3,9). (CIC 1037).

Com podemos perceber o pecado mortal leva a alma para o inferno, a não ser que a pessoa se converta e busque uma vida de santidade. a igreja também nos ensina que:

“Não podemos estar unidos a Deus, se não fizermos livremente a opção de ama-lo. Não podemos, porém, amar a Deus, se pecamos gravemente contra ele, contra nosso próximo ou contra nós mesmo – ‘Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é homicida. E sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele’ (1Jo 3,14-15). Nosso senhor nos adverte de que seremos separados dele, se deixamos de ir ao encontro das necessidades graves dos pobres e dos pequenos que são seus irmãos. Morrer em pecado mortal sem ter se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa ficar separado do Todo-Poderoso para sempre, por nossa própria opção livre. A este estado de auto exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados se designa com a palavra ‘inferno’” (CIC 1033).

São João Bosco também nos ensina: “Sabe o quê quer dizer cair em pecado mortal? Quer dizer renunciar o filho de Deus e ser escravo de satanás” (Dom Bosco).

Mas afinal de contas o que é pecado?

O Catecismo da Igreja Católica define o pecado como “uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Foi definido como uma palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna” (CIC 1849).

Como vimos no início deste texto podemos afirmar que o pecado é uma ação contrária ao amor de Deus. Do mesmo modo que o homem é livre para amar e praticar a caridade, também é livre para desobedecer.

Existe uma enorme variedade de pecados, sabemos que todos são uma ofensa a Deus, mas estão separados em diferentes graus. Encontramos várias listas e descrições na Sagrada Escritura. Por exemplo: “as obras da carne são manifestas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, rixas, ciúmes, ira, discussões, discórdia, divisões, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos previno, como já vos preveni, os que tais coisas praticam não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5,1 9-21).

O pecado pose ser dividido em pecado mortal ou venial, conforme sua gravidade. Pecado venial é aquele ato que não separa o homem totalmente de Deus, mas infelizmente fere essa comunhão. Infelizmente o pecado mortal atenta gravemente contra o amor de Deus, e quem morre em pecado mortal, é separado da comunhão com Deus e leva a alma para o inferno, a não ser que a pessoa se converta e busque uma vida de santidade.

“O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração não diminuem, antes aumentam, o caráter voluntário do pecado.” (CIC 1859)

Veja, o pecado mortal só acontece quando o sujeito comete um delito contra Deus, consciente desses três requisitos citados acima, não somente pela matéria grave. Por tanto, se uma pessoa não tem acesso a formação moral e intelectual adequada e sem condições de adquiri-la, pratica uma ação pecaminosa, ela pode ser isenta de culpa, pois se enquadra no caso da ignorância invencível. Já por outro lado, existe a ignorância afetada, quando a pessoa tinha condições de conhecer a verdade, mas preferiu não conhecê-la. Neste caso, o sujeito peca gravemente.

Na prática:

“O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.” (CIC 1861)
“O pecado cria uma propensão ao pecado; gera o vício pela repetição dos mesmos atos. Disso resultam inclinações perversas que obscurecem a consciência e corrompem a avaliação concreta do bem e do mal. Assim, o pecado tende a reproduzir-se e a reforçar-se, mas não consegue destruir o senso moral até a raiz.” (CIC 1865)

Diante de tudo isso o que podemos dizer sobre os pecados veniais? Eles são desprezíveis? Não!
O pecado mortal é gerado por uma soma grandiosa de pecados veniais que foram cometidos antes. O pecado venial, embora pareça sem importância, é um passo que conduz ao precipício. Um após o outro, leva a pessoa para o buraco, que é o rompimento da amizade com Deus. O Catecismo ensina que:

“O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os pecados, pelo menos os pecados leves. Mas esses pecados que chamamos leves, não os consideres insignificantes, se os consideras insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los. Um grande número de objetos leves faz uma grande massa; um grande número de gotas enche um rio; um grande número de grãos faz um montão. Qual é então nossa esperança? Antes de tudo, a confissão…” (CIC 1863)

A pergunta que pode ficar agora é: e agora o que precisamos fazer para evitar o rompimento da amizade com Deus?
Para romper com o pecado grave, é preciso combater os chamados pecados veniais, os quais são passos que se dão em direção ao a condenação eterna. Nesse sentido, o sacramento da confissão é o remédio eficaz que pode refrear essa triste caminhada.

Não confessar só por confessar, mas realmente trilhar um caminho de conversão e santidade. a partir do verdadeiro arrependimento e uma boa confissão, o nos da novamente a graça santificante que o pecado roubou. A igreja nos diz no Catecismo da Igreja Católica que: “A graça de Cristo é o dom gratuito que Deus nos faz de sua vida infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-lo do pecado e santifica-la. Trata-se da graça santificante ou deificante, recebida no Batismo. Em nós, ela é fonte da obra santificadora” (CIC 1999)

Deus quer que todos se salvem e nos dá a s ferramentas necessárias para nossa santificação, para isso precisamos buscar estar sempre na graça de Deus, sempre buscando o sacramento da confissão e da eucaristia. Precisamos ser íntimos de Deus, por meio da vida de oração. Pois, sem vida de oração não há vida de santidade.
Se não desfalecermos na oração, se não nos cansarmos de pedir incessantemente nossa própria salvação, podemos ter a segurança absoluta de que alcançaremos infalivelmente a misericórdia infinita de Deus pelos méritos do Cristo Redentor”. (MARIN, Antonio Royo, Ser ou Não Ser Santo… p. 78).

 

Padre Leandro Paulo do Couto

Comunidade Canção Nova.

1 Comentário para “O Pecado Mortal e a Condenação”

  1. João Batista disse:

    Muita oportuna a explicação
    Padre este seu programa Frases de Santos, nos enriquece muito
    Muito obrigado

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