Frases de Santos

Formação › 11/09/2020

Os Sacramentos de Cura e de Serviço à Comunidade

Os sacramentos de cura da Igreja são: sacramento da penitencia ou Reconciliação e o sacramento da unção dos enfermos. “Eles socorrem a pessoa em sua fragilidade, nas situações de pecado ou de doença, atingindo-a com o poder terapêutico da graça divina”[1].

Os sacramentos de Serviço à comunidade são: ordem e matrimônio. “Por meio deles a graça divina ampara e abençoa os vínculos que estabelecem no âmbito da comunidade. Por isso, estes dois sacramentos conferem uma missão específica a serviço da construção do povo de Deus”[2].

Reconciliação

A Reconciliação “é o sacramento com que Cristo socorre a fragilidade do ser humano, que havia atraiçoado ou rejeitado a aliança com Deus celebrada nos sacramentos da iniciação, reconcilia-o com o Pai e com a Igreja e o regenera como nova criatura pela força do Espírito Santo”[3]. Este é o sacramento da conversão do ser humano e do perdão de Deus, é onde se dá o encontro do coração ferido pelo pecado com o Senhor que o acolhe e perdoa[4]. Foi o próprio Cristo quem instituiu este sacramento, dando à Igreja o poder de ligar e desligar, de perdoar os pecados (cf. Mt 18,18).  O sacramento da reconciliação é um retorno à casa do pai, que se dá, primeiramente, pela consciência da gravidade da culpa, a partir da decisão de retornar a Deus, o Pai reconcilia consigo o pecador (Cf. Lc 15,11-32). A reconciliação dá ao pecador a alegria do encontro com Cristo que o liberta por meio da confissão[5]. O sacramento da penitencia brota do Mistério Pascal de Cristo que é o centro de toda história da salvação.

 Unção dos Enfermos

A Unção dos enfermos é o sacramento que vai ao encontro do batizado que encontra debilitado em suas fraquezas e fragilidades por causa de sua doença e enfermidade. “A unção dos enfermos reafirma o cristão como membro do Corpo de Cristo no mundo. Tem a mesma estrutura da penitência: reconciliação com a Igreja e reconciliação com Deus. A unção simboliza e dá a graça que configura o cristão com a morte de Cristo como foi configurado no batismo, para a ressureição”[6].

Nós participamos da morte e ressurreição de Cristo desde o nosso Batismo. Toda nossa vida é uma permanente passagem “que implica a morte para o pecado e suas consequências e a ressureição para a vida do homem novo em Cristo Ressuscitado”[7]. Neste sentido na enfermidade expressa-se e realiza-se o mistério de Cristo, em relação a dor, de paixão e de cruz. “Não é somente uma realização ‘mística’, mas real, a partir da dor que se experimenta na própria carne, assumida na fé. O enfermo crente vem a ser um Mistério Pascal vivo, porque em sua própria carne luta pelo triunfo da vida sobre a morte, da saúde sobre a dor, da esperança sobre o desespero”[8].

 

Por: Pe. Leandro Paulo do Couto

 

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[1] Idem, p. 66.

[2] Bruno FORTE, Introdução aos Sacramentos, 1996, p. 66.

[3] Bruno FORTE, Introdução aos Sacramentos, 1996, p. 70.

[4] Cf. Idem, p. 70.

[5] Cf. Idem, p. 73.

[6] Urbano ZILLES, Op. Cit., p. 367.

[7] Dionisio BOROBIO, Celebrar para Viver: Liturgia e sacramento da Igreja, 2009, p. 450.

[8] Dionisio BOROBIO, Celebrar para Viver: Liturgia e sacramento da Igreja, 2009, p. 450.

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