Frases de Santos

Formação › 01/04/2021

O Sacerdócio Ministerial na Igreja Católica

 

Há um só verdadeiro e eterno sacerdote, Jesus Cristo, “único mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2, 5). Levando em conta que todos os fiéis são, por meio do Batismo, membros do corpo de Cristo, que é a Igreja, logo todos nós batizados, participamos do único sacerdócio de Cristo, que é a cabeça da Igreja. Veja o que o Catecismo da Igreja Católica nos ensina:

“Toda a comunidade dos crentes, como tal, é uma comunidade sacerdotal. Os fiéis exercem o seu sacerdócio batismal através da participação, cada qual segundo a sua vocação própria, na missão de Cristo, sacerdote, profeta e rei. É pelos sacramentos do Batismo e da Confirmação que os fiéis são “consagrados para serem […] um sacerdócio santo” ( CIC1546).

Porém, precisamos entender a diferença entre o sacerdócio comum  e o Sacerdócio Ministerial, onde apenas alguns são escolhidos por Deus.

“O Sacerdote Ministerial, são escolhidos especialmente por Deus, com a missão e o dever de guardar, edificar e guiar a Igreja de Cristo; são eles que, por mandato divino, são postos “à frente do pessoal de sua casa” para dar de comer “a todos na hora certa”. Trata-se, pois, de ministros no sentido forte do termo, quer dizer, de homens que agem, não em seu próprio nome, mas na pessoa (in persona) que deles se serve, que os envia, que lhes atribui certa função e a capacidade necessária para realizá-la. Diferentemente do fiel leigo, com efeito, o padre recebe do Senhor o encargo de, com o poder e a autoridade que dEle derivam, agir em sua pessoa, tornando-O visível e presente no meio da comunidade dos crentes.

Ao serem mais intimamente configurados a Cristo no dia de sua ordenação, os sacerdotes se tornam instrumentos, vivos e reais, nas mãos de Deus; daí, portanto, a necessidade de Lhe serem dóceis e fiéis, de serem vazios de si mesmos e todos entregues aos desejos do seu Senhor. O padre não é ordenado para proveito pessoal, mas para pôr-se a serviço da salvação eterna das almas que lhe são confiadas, deixando de lado seus caprichos e preferências, vivendo segundo o modelo de Jesus, que, embora fosse Rei, por amor se fez o último dos escravos (cf. Mc 10, 43ss; 1Pd 5, 3).

São Paulo nos ensina que: “Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores em nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio” (2Cor 5, 20); e noutro lugar: “Que os homens nos considerem, pois, como simples operários [ὑπηρέτας] de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (1Cor 4, 1). O padre deve anular-se, esquecer-se de si, deixar-se como que diluir na Pessoa amável que dele quer-se servir; deve, numa palavra, saber imitar o exemplo de São João Maria Vianney.

É por meio dos sacerdotes que Cristo “não cessa de construir e conduzir Sua Igreja” (CIC, 1548). Fiel à promessa de permanecer conosco todos os dias (cf. Mt 28, 20), é o próprio Jesus quem, servindo-se das mãos humanas dos que foram constituídos seus legítimos representantes, está presente aos fiéis e à Igreja, “enquanto Cabeça de Seu Corpo, Pastor de Seu Rebanho” (CIC, 1548). Eis aqui, pois, o sentido daquelas fortes palavras de São Paulo: “[…] desempenhamos o encargo de embaixadores em nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio” (2Cor 5, 20). Assimilados ao Sumo e verdadeiro Sacerdote, os que receberam o sacerdócio hierárquico fazem as vezes do próprio Senhor, agem em sua pessoa e, por isso mesmo, tornam visível no meio da comunidade dos fiéis a presença concreta de Cristo como chefe da Igreja (cf. CIC, 1549).

Neste tempo ao longo do qual clamamos pela vinda do Senhor: “Vinde, Senhor Jesus!”, não deixemos de pedir que Ele venha também mediante os seus sagrados pastores: “Pedi […] ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita!” Peçamos hoje que Deus dê à Igreja operários santos que, vivendo com fidelidade o seu chamado especialíssimo, sejam imagens vivas de Deus Pai, embaixadores de Cristo Jesus. Que o Senhor orne a Igreja com vocações santas, empenhadas em se tornar sinas radiantes de fidelidade ao Evangelho e operários dedicados, fecundos e apostólicos.

 

Fonte: padrepauloricardo.org

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