Frases de Santos

Formação › 25/11/2020

Nascido da Virgem Maria

 

Deus Pai, ao enviar seu Filho ao mundo precisou de uma mulher que cooperasse, Maria foi a escolhida desde a eternidade (Cf. Lc 1,26-27). Deus quis que a encarnação fosse precedida pela aceitação livre de Maria, “assim como uma mulher contribuiu para a morte uma mulher também contribuísse para a vida[1]. Mais à frente a Lumen Gentium vai afirmar que Maria “concebeu, gerou, nutriu a Cristo, apresentou-O ao Pai no templo, compadeceu com seu filho que morria na cruz. Assim de modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por tal motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça”[2]. Maria se fez presente na vida de seu filho, cuidando e zelando, o acompanhou em todas as fazes da vida de seu filho.

Maria é mãe virginal de Jesus, por ação do Espírito Santo. Nos relatos bíblicos a maternidade virginal de maria aparece com certa frequência fazendo referência a Is 7,14[3].

Em relação a história da salvação, para os padres da Igreja a maternidade virginal de Maria chamou a atenção para o papel pessoal da Virgem na economia da salvação. Levando em conta a desobediência de Eva e a obediência de Maria, concluímos que Maria coopera na obra da salvação[4].

Eva era virgem, sem corrupção: ao conceber a palavra da serpente, ela deu à luz a desobediência e a morte. Ora, a virgem Maria concebeu fé e alegria quando o anjo Gabriel lhe anunciou a boa nova de que o Espírito do Senhor viria sobre ela e que o poder de Deus a cobriria com sua sombra e que por isso, o Ser santo que viria nascer dela seria Filho de Deus; e ela respondeu: “Faça-se em mim segundo a tua palavra[5].

Enquanto Eva cedeu à palavra do tentador, Maria escutou a palavra do anjo Gabriel. Portanto, a maternidade de Maria foi um ato livre. Maria, em um ato livre, se entregou, completamente, à vontade de Deus, ela foi obediente ao mensageiro. Na anunciação Maria “respondeu, pois, com todo o seu ‘eu’ humano e feminino. Nesta resposta de fé estava contida uma cooperação perfeita com a ‘prévia e concomitante ajuda da graça divina’ e uma disponibilidade perfeita à ação do Espírito Santo, o qual ‘aperfeiçoa continuamente a fé mediante os seus dons’”[6]. Portanto, Maria é para nós mãe na economia da graça, pois, ela cooperou com sua obediência, para encarnação do Verbo, ela foi humilde. Porém precisamos compreender que Maria não é colocada ao lado de Cristo, único mediador, mas, ela mesma é fruto da graça da redenção[7].

 

Pe. Leandro Couto

 

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[1] LG 56.

[2] LG 61.

[3] Cf. Alois MÜLLER; Dorothea SATTER, Mariologia in. Theodor SCHNEIDER, Manual de Dogmatica, 2012, p. 153. (v. 2).

[4] Cf. B. SESBOÜÉ, A Virgem Maria, in Henri BOURGEOIS; Bernard SESBOÜÉ; Paul TIHON, História dos Dogmas: OS Sinais da Salvação, 2013, p. 480. (Tomo 3).

[5] Ibidem.

[6] RM 13.

[7] B. SESBOÜÉ, A Virgem Maria, in Henri BOURGEOIS; Bernard SESBOÜÉ; Paul TIHON, História dos Dogmas: OS Sinais da Salvação, 2013, p. 512. (Tomo 3).

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