Frases de Santos

Homilia › 15/03/2020

Não temer o que mata o corpo, mas sim o que mata a alma!

Para se aprofundar.

“Dá-nos água para beber” (Ex 17,2) o povo de Deus sedentos pede a Moisés água, além disso, murmuram e reclamam. Mas Deus em sua misericórdia diz a Moisés para bater na rocha, e dela jorrou água em abundância. São Paulo afirma que “Aquela rocha era Cristo”. (1 Cor 10,4); a figura do messias, fonte do verdadeiro manancial de água viva, oferecida a todos os povos, para que todo homem tenha com que saciar-se e não sofra “mais sede para sempre” (Jo 4,14).

É justamente isso que João ilustra no evangelho de hoje. A samaritana julga ser enganada quando Jesus, declara: “se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: ‘dá-me de beber!’, certamente pedirias tu mesma, e ele daria uma água viva” (Jo 4,10). Mas Jesus afirma com seriedade: “Quem beber da água que eu lhe der, jamais terá sede. Aliás, a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até à vida eterna” (Jo 4,14). Quem beber desta água, terá em si a graça santificante que comunica Jesus aos que nele creem. É Jesus a fonte inesgotável. Portanto, que se aproxima e o busca, recebe! Primeiramente por meio do Batismo que, no sinal sacramental, repete o simbolismo da água. Mas para beber desta água viva e vivificante, é preciso crer.

A fé e a graça da ao homem direito de esperar a comunhão vital e eterna com Deus. E na segunda leitura de hoje São Paulo apresenta as garantias mais seguras: “A esperanças não decepciona, por que o amor de Deus foi derramado em nossos corações” (Rm 5,3). A graça, participação da natureza divina, é inseparável do amor de Deus. Amor que é essência do Ser, da vida de Deus. Infundido com a graça no Batismo, não é este amor abstrato, mas concreto e envolve o Cristão na corrente daquela caridade infinita que levou Cristo a morrer pelos pecadores. “dificilmente se encontra alguém disposto a morrer por um justo – afirma São Paulo, – embora talvez alguém se anime a morrer por um homem de bem. Mas nisto prova seu amor: enquanto éramos ainda pecadores, morreu Cristo por nós” (Rm 5 7-8). A liturgia de hoje prova para n´os que Cristo é fonte de água viva transbordante até à vida eterna…

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