Frases de Santos

Catequese › 22/11/2020

Luxuria

 

A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que “mancha um membro de Cristo”. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27).

“Assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um dos outros” (Rm 12,5). Deus quis salvar a humanidade em corpo, formando o Corpo de Cristo, de modo a “restaurar todas as coisas em Cristo” (Ef 1,10).

A luxuria tem como matéria principal os prazeres sexuais, mas também os prazeres em geral. Luxuria significa: “dissolver-se nos prazeres”.

A luxúria impossibilita o homem de viver a castidade no corpo, nos pensamentos e nas atitudes. É uma desordem que toma conta da pessoa na sua totalidade. Mas isso acontece de maneira lenta. A pessoa se mantém consumindo demoradamente produtos como vídeos, revistas, internet entre outros, os quais a levarão à realização de desejos perniciosos, provocados pelas fantasias.

É importante observar que a sexualidade é um dom maravilhoso de Deus existem atos sexuais isentos de pecado entre os esposos que se entregam por amor e abertos à vida, ao bem comum e a conservação do ser humano.

Com o pecado, no entanto, o relacionamento entre homem e mulher tende à dominação, ao desequilíbrio: não são mais dois que se amam, mas um que passa a abusar do outro, como um senhor com seu escravo. É claro sinal de disfunção afetivo-sexual, por exemplo, quando alguém, para manter o próprio conforto e se ver senhora de sua vida, prefere ter um cachorro (ou quaisquer outras posses) a um filho ou a um companheiro. Lidando com coisas, que não possuem liberdade, ela pode ficar tranquila e estar no controle de suas situações.

O prazer sexual, finalidade da Luxuria, é o mais intenso dos prazeres corporais e tem como oito filhas: “cegueira da mente, irreflexão, inconstância, precipitação, amor desordenado a si mesmo, ódio de Deus, apego ao mundo e desespero em relação ao futuro”. A luxuria também se manifesta através do adultério, formicação, incesto, impureza, pois quanto mais nos apegamos ao prazer carnais, mais desprezamos os prazeres espirituais.

A luxuria é capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças, trazer doenças para todos e até mesmo a morte em muitos casos.  O desejo de ser feliz nos impulsiona a procurar continuamente o próprio interesse, mesmo usando e se aproveitando dos outros. Tudo isto em busca do “ser amado”, do ser reconhecido e do ser respeitado.O pecado, escraviza o ser humano. O homem casto pode pecar a qualquer momento, mas o luxurioso não pode dizer que vai ser casto a qualquer momento. Quanto maior o hábito do vício, mais difícil é livrar-se dele.

Para vencermos o pecado precisamos estar apoiados na graça e reconhecer que o prazer maléfico nos atrai. É preciso compreender e se abrir a vontade de Deus para nós. Quem é consciente da própria fraqueza não se expõe ao perigo, pois quem ama o perigo nele perece.

Para vencer o pecado da luxúria é preciso romper com as paixões provocadas pela ilusão, pela fantasia. A nossa fragilidade diante do pecado, muitas vezes, é resultado de uma decepção ou situação mal resolvida.

Somos chamados a enfrentar e vencer as tentações através da pratica da castidade, mudando a própria visão sobre a sexualidade, vigiando sobre como olhar as pessoas, cuidando da língua, da imaginação, da curiosidade, tendo consciência da própria fraqueza e da fraqueza alheia, aceitando-as sem justificar o erro, porem acolhendo e pedindo a misericórdia em vista de alcançar a pureza de coração.

A santidade para qual fomos criados, é a identificação do nosso coração com o coração de Cristo: sábio, humilde e casto.

 

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