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Catequese › 24/11/2020

Inveja

Não é sem razão que a Igreja classifica a inveja como pecado capital. Muitos e muitos males provém dela. Diz o livro da Sabedoria que é por causa da inveja que o demônio levou ao pecado nossos primeiros pais no início da história da humanidade.

“Ora, Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza. É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão” (Sb 2,23-24).

Santo Agostinho dizia que “a inveja é o pecado diabólico por excelência”. E se referia a ela como “o caruncho da alma que tudo rói e reduz a pó”.

Inveja vem da palavra “invideo”, ou seja, “guardo dentro do coração” e significa “in-vidia, invidentia”. E não querer ver, não querer ver o bem do outro, experimentar desagrado com o bem do outro, pelo sucesso alheio e até pelas qualidades espirituais ou morais dos outros.

“A Inveja é um pecado mortal por sua natureza, porque se opõe diretamente à virtude da caridade, que requer que nos alegremos com o bem alheio. Quanto mais importante for o bem invejado, mais grave é o pecado.

A inveja suscita sentimentos de ódio; ficamos expostos a odiar aqueles que invejamos ou temos ciúmes e, como consequência, a falar mal dele, a denegri-los, calunia-los e a desejar-lhes o mal. Também se percebe que a inveja impulsiona a busca imoderada de riqueza e honras. Para superar aqueles que invejamos, entregamo-nos a trabalhos excessivos, e utilizamos de artimanhas desleais comprometendo nossa honestidade.

O resultado da busca da felicidade, baseada na inveja, tem como resultado a solidão. O invejoso é revoltado contra Deus, contra os outros e contra si mesmo.

Ricos, poderosos, famosos e os que não são nada disso, porém a Inveja “ataca” a todos sem exceção. A inveja surge pelo que não se tem e o que não se tem é a felicidade desejada. E onde está a inveja está sempre a tristeza como sua companheira inseparável.

Para vencer este pecado é preciso reconhece-lo, não o justificar e ter consciência que o cultivo de atitudes como: não criticar e não acusar os outros; aceitar que o outro não é o que queremos, mas o que ele é; cultivar a autoestima; aceitar ser ajudado e aceitar ajudar e compreender que nossas conquistas, sucessos e virtudes não são apenas para nós, pás para todos que nos cerca.

Dizia São Leão Magno que “quando todos estivermos cheios de sentimentos de benevolência, o veneno da inveja há de desaparecer inteiramente”.

O mesmo santo doutor e Papa ensinava que ardem de inveja da perfeição dos outros; e, como os vícios desagradam as virtudes, armam-se de ódios contra aqueles cujos exemplos não seguem.

São João Crisóstomo (†404), o grande patriarca e doutor da Igreja, chamado de “boca de ouro”, mostra bem o perigo da inveja para a vida cristã:

“Nós nos combatemos mutuamente e é a inveja que nos arma uns contra os outros. Pois bem, alegrai-vos com o progresso do vosso irmão e imediatamente Deus será glorificado por vós”.

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