Frases de Santos

Formação › 12/10/2020

Geração mimimi

 

No dia 03 de outubro de 2016 a Revista Época Negócios trouxe uma matéria intitulada: “A geração mimimi está criticando demais sem propor novas soluções”. Onde “Lúcia Costa, diretora executiva da Stato, consultoria de RH, defende que os jovens profissionais colocam muito a responsabilidade no mundo, sem levar em conta que também fazem parte dele”.  Li a matéria e achei interessante. Busquei mais referências sobre o assunto e encontrei alguns filósofos atuais trabalhando este tema, assim como: Luiz Felipe Pondé, Leandro Karnal e Mario Sergio Cortella…

O que realmente é Geração mimimi?

Geração mimimi, ou geração “Metholate que não arde”, também conhecida como geração floco de neve é um fenômeno evidente que aparece na ultimas gerações e bem comum entre os millennials. A percepção que temos é que esta geração parece não estar preparada para a vida, pois vivem em bolhas protegidos de tudo, até de ofensas e “microagressões”, em “locais seguros” inclusive nas universidades.

Marcelo Necho, conselheiro da Stato, consultoria especializada em recrutamento e transição de executivos, define este grupo de jovens como conhecido por reclamar demasiadamente e fazer pouco; e que está tomando conta dos ambientes de trabalho em todas as áreas da sociedade.

Podemos notar o quantos, os jovens de hoje estão hipersensíveis, despreparados para o mundo real, confundindo seus desejos com direitos inalienáveis. Eles estão mimados, em suma. Eles não respeitam limites, se acham especiais, querem tudo imediatamente e nunca estão satisfeitos no trabalho…não estão acostumados com as críticas. Se frustram por pouca coisa… sem falar no fato de muitos jovens estarem vivendo crises de ansiedade, depressão e outros trazem tendências suicidas.

Veja, Não é fácil ouvir um não, receber críticas ou aceitar que o outro pense de modo diferente do seu. Mas tudo isso é essencial para que os relacionamentos cresçam de forma saudável.  

“A reclamação em excesso gera falta de compromisso e até uma baixa no resultado. Ocupa espaço do pensamento construtivo, da solução. É preciso entender que a motivação vem de dentro de cada um e não é necessariamente o mundo que vai trazê-la”. (Lucia Costa, Revista Época Negócios)

Se isso é um problema para as empresas, muito mais na vida Religiosa. Veja, uns dos princípios da Comunidade Canção Nova é a Autoridade e Submissão (Obediência). A obediência antes de ser virtude é dom, antes de ser lei é graça. A diferença entre as duas coisas é que a lei diz para fazer, enquanto que a graça concede que se faça. Se vivo a dimensão da murmuração e da reclamação, logo me perco em minha vocação, desacreditando dos outros, desacredito de mim mesmo e logo o caminho é abandonar a vocação… mas o caminho não é esse.

Somos chamado a deixar de lado o “mimim” e deixarmos Deus nos conduzir… se eu vivo reclamando de tudo e de todos, eu atrapalho a evangelização, e não consigo crescer como cristão.

Veja, seja dentro de uma empresa ou de um instituto religioso percebemos uma certa hipersensibilidade onde estes se ofendem por pouca coisa e reclama de tudo. Isso acontece por que existe uma falsa crença de que na democracia todos seriam lindos, todos seriam inteligentes, todos seriam felizes e nenhuma destas realidades podem ser entregues como um produto. Onde surgem as frustrações, as decepções e as revoltas.

Uma pessoa que reclama demasiadamente, nunca vai conseguir enxergar o positivo.

Para uma pessoa frustrada uma brincadeira pode ser tomada como se fosse verdade. Basta isso para reclamar… ou para protestar… pois seu ponto de vista é diferente da maioria…

Na igreja não vivemos uma democracia. Algumas pessoas, às vezes até teólogos, muito enganados, querem fazer da Igreja Católica uma democracia como as demais. A Igreja não pode ser considerada como uma democracia igual às outras e “as bases” não podem decidir através da maioria ou de pesquisa de opinião, porque a verdade Revelada, confiada à Igreja, é um dom do Alto confiado à hierarquia, e não nascida do povo. Em outras palavras, a Igreja veio do Pai, através do Filho, guiada, assistida e conduzida pelo Espírito Santo. O povo não pode tomar o lugar de Deus na Igreja; por isso não tem sentido a tão propagada “Igreja Popular”. Mas o que isso tem haver com a geração mimimi?

Veja, o filósofo Pondé, diz que o comportamento “mimimi” não está ligado unicamente a geração millennials. Pois, o mimimi é generalizado e tem muito haver com um certo ativismo jurídico e da publicidade. Quando alguém não concorda com algo logo levanta a bandeira ativista, reclamando e tentando se justificar, porque não concorda com isso ou aquilo até mesmo dentro da Igreja.

É preciso buscar uma postura diferente, uma mudança radical de postura e de mentalidade, isto é algo urgente. É preciso conversão, e se deixar conduzir pela graça do Espírito Santo. E para os religiosos e membros da Igreja e preciso entender a dimensão total de Igreja.

Padre Leandro Couto

Comunidade Canção Nova.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/10/geracao-mimimi-esta-criticando-demais-sem-propor-novas-solucoes.html

Youtube: Geração Mimimi – Luiz Felipe Pondé

Youtube: Geração mimimi│Leandro Karnal

1 Comentário para “Geração mimimi”

  1. Noraney Silva farias disse:

    Esqueçamos de nós mesmos, e lutemos pela salvação da alma dos jovens

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