Frases de Santos

Catequese › 27/12/2020

Dom do Temor de Deus

 

 

Pratica dos Mandamentos, viver o hoje e o agora, obediência…

Há vários tipos de temor: o temor da covardia ou do interesse (do mercenário); o temor do castigo (do escravo); e o temor do amor (do filho). Este último é o que vem do Espírito Santo e que consiste na rejeição que o cristão experimenta diante da possibilidade de poder se afastar de Deus; brota das próprias entranhas do amor. Não há verdadeiro amor sem este tipo de temor. Medo de ofender o amado.[1]

São João Paulo II explica que o dom do temor de Deus: “não significa medo irracional, mas sentido da responsabilidade e de fidelidade à lei de Deus”. Temer a Deus é se colocar sob o olhar amoroso de Deus, viver sabendo que Deus me olha, me contempla e, por causa desse Amor, eu não quero ofendê-lo. Nas palavras do Papa Francisco, “o temor de Deus abre nosso coração, nos faz tomar consciência de que tudo vem da graça e que a nossa verdadeira força está unicamente em seguir o Senhor Jesus e deixar que o Pai derrame sobre nós a Sua bondade e a Sua misericórdia”.

“Temor de Deus significa: venerar, reverenciar, prestar culto, adorar, ser fiel, ter disciplina, ter iniciativa para fazer o bem e outras atitudes que afastam o medo de Deus, para reconhece-lo como Pai e Amigo”.[2]

O dom do temor aperfeiçoa conjuntamente as virtudes da esperança e da temperança: a primeira, porque nos faz temer desagradar a Deus e apartar-se dele; a segunda, porque nos desapega dos falsos prazeres que podem nos separar de Deus.[3]

Como consequência, o dom do temor de Deus nos leva a fugir do pecado. São Agostinho disse: “Eu pecava, porque em vez de procurar em Deus os prazeres, as grandezas e as verdades, procurava-os nas suas criaturas: em mim e nos outros. Por isso, precipitava-me na dor, na confusão e no erro”. “O que ama a iniquidade odeia a sua alma” (Sl 10,6). Daí provém o motivo de a alma tornar-se enferma e encontrar tormentos em seu corpo mortal”. “Quanto mais for destruído o reino da concupiscência, tanto mais aumentará o da caridade”.[4]

Papa Francisco nos ensina que que esse dom não significa ter medo de Deus, mas recordar como o ser humano é pequeno diante do amor divino. ““O temor de Deus abre nosso coração, nos faz tomar consciência de que tudo vem da graça e que a nossa verdadeira força está unicamente em seguir o Senhor Jesus e deixar que o Pai derrame sobre nós a Sua bondade e a Sua misericórdia”. [5]

O temor de Deus é o contrário da incredulidade, do materialismo, da indiferença religiosa, do ateísmo prático e de outras atitudes tão divulgadas e experimentadas na vida hodierna. É grave a situação da humanidade em relação à verdadeira experiência de fé é a missão de evangelizar que todos os cristãos recebem no Batismo, na Crisma e na celebração da Eucaristia.[6]

Para adquirir este dom é preciso: Pedir diariamente o Espírito Santo; praticar as virtudes da Humildade e Temperança e recorrer sempre que necessário o sacramento da confissão.

 

 

[1] Professor Felipe Aquino: http://cleofas.com.br/o-dom-do-temor-de-deus/

[2] CARREIRA, Dom Joaquim Justino. Trevas ou Luz: Os pecados Capitais e os Dons do Espirito Santo. AIS, São Paulo. 2011. p 129.

[3] TANQUEREY, Adolphe. Compendio de Teologia Ascética e Mística. Campinas- SP, Ecclesie, 2018. p. 528.

[4] Professor Felipe Aquino: https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/espirito-santo/o-dom-do-temor-de-deus/

[5] Papa Francisco: https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/catequese/na-catequese-papa-explica-o-que-e-o-temor-de-deus-2/

[6] CARREIRA, p. 129.

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