Frases de Santos

Catequese › 23/12/2020

Dom da Piedade

Fidelidade a Deus, Culto a Deus, Espiritualidade e outros!

O Dom da Piedade é incompreendido ou considerado de modo superficial por muitos. Este dom não se identifica com o sentimento de compaixão por alguém, mas indica a pertença a Deus e o elo profundo com Ele, um elo que dá sentido à vida.[1]

O dom da Piedade nos orienta divinamente em todas as relações que temos com Deus e com o próximo, fazendo-as mais perfeitas. O dom de piedade nos leva a amar Deus profundamente e viver em comunhão com Ele, desejando sempre fazer a Sua vontade. Às vezes, esse dom é mal-entendido pelos que a representam de mãos juntas, olhos baixos e orações intermináveis.[2]

O dom da piedade nos faz crescer na relação e na comunhão com Deus e nos leva a viver como seus filhos, ao mesmo tempo nos ajuda a dirigir este amor também para os outros e a reconhecê-los como irmãos. O dom da piedade nos leva a amar e reverenciar tudo que é de Deus: a oração individual, a oração litúrgica, a vida sacramental, a adoração ao Santíssimo Sacramento, a reza do santo terço, o desejo de pregar a Palavra de Deus, a meditação da Palavra, a leitura de bons livros, o zelo pelas coisas sagradas etc.

O dom de piedade, tornando o cristão consciente de sua participação na família dos filhos de Deus, move-o a ultrapassar as categorias do direito e do dever, a fim de testemunhar uma generosidade que não regateia nem mede esforços desde que sirva aos irmãos. É o que manifesta o apóstolo ao escrever: “Quanto a mim, de bom grado me despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor” (2Cor 12, 15).[3]

Todos os cristãos precisam deste dom para cumprir com alegria e fervor os seus deveres religiosos para com Deus, para devotar respeitosa obediência aos seus superiores e ter condescendência com os inferiores. Sem ele, o trato com Deus será a maneira de um chefe; a oração será mais um fardo que um consolo; as provações que Deus envia parecerão punições severas e até mesmo injustas. Por outro lado, movidos por esse dom veremos a Deus como um Pai. Com filial alegria lhe daremos culto, com doce submissão beijaremos a mão que, quando nos prova, é somente para purificar-nos e unir-nos mais intimamente a si mesmo.[4]

A Piedade nos diz que “nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio (Rm 8,28)” e que todos os acontecimentos colaboram, sempre, para o nosso bem. Cultivemos a piedade na vida pessoal e familiar, rezando juntos, reconciliando-nos, exortando-nos com palavras de Deus e com atitudes que promovam e favoreçam a Paz.[5]

 

 

[1] https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/catequese/ter-piedade-nao-e-fazer-cara-de-santo-diz-papa-na-catequese-2/

[2] Professor Felipe Aquino: https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/espirito-santo/o-dom-da-piedade/

[3] Ibidem.

[4] TANQUEREY, Adolphe. Compendio de Teologia Ascética e Mística. Campinas- SP, Ecclesie, 2018. p. 526.

[5] CARREIRA, Dom Joaquim Justino. Trevas ou Luz: Os pecados Capitais e os Dons do Espirito Santo. AIS, São Paulo. 2011. p 125.

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