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Catequese › 21/11/2020

Avareza

 

 

A Avareza, segundo a significação originária, está ligada a uma desordenada ambição e avidez ao dinheiro, amor desordenado à prata, ao cobre, ao ouro. Nosso Senhor ilustrou a gravidade desse pecado quando contou a Parábola do Rico Insensato, mostrando o que “acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não se torna rico diante de Deus”.

A Avareza é o oposto da justiça, no sentido de que o avaro recebe ou retém bens de outros, contra o que é devido por justiça e opõe também à generosidade. A cobiça leva a matar os outros, a abandonar as famílias, a buscar poder e dinheiro a todo custo, a praticar a violência, a fraude, a inquietude, a insensibilidade e a preguiça.

 

A Avareza em sua raiz está um apetite desordenado em relação às coisas.

 

Deus olha para o rico e diz “Tolo”, afron (άφρων), no sentido de imprudente, posto que o contrário desta palavra é fronimos (φρόνιμος), ou seja, prudente. Diante destas palavras de Jesus, é possível perceber que o dinheiro jamais pode ser tido como finalidade da vida de quem quer seja, pois ele é meio, instrumento. O tolo é chamado de imprudente porque elege um bem que não é bem nenhum, mas tão somente um meio.

São Máximo, o Confessor, em suas Centúrias sobre a Caridade, afirma que “existem três causas para o amor ao dinheiro: o gosto pelo prazer, a vaidade e a falta de fé. Mas a mais grave é a falta de fé

O avarento vê os outros como seus adversários, defende-se continuamente; desconfia das pessoas, pensando que vêm a ele para dele aproveitarem: se é pobre, “já vem pedir”; se é rico, “quer me enganar”; se é família que agrada, a pergunta é “o que você esta querendo?” O avarento só tem tempo para trabalhar, para ganhar dinheiro… por que nunca lhe basta o que tem. Não se deixar amar, pois desconfia de todos…

Na pratica, o pecado da Avareza coloca, no lugar de Deus, o dinheiro e o que ele significa: prestigio e poder no coração do home.

Santa Catarina disse no “Diálogo” que o cristão que possui bens, deve fazê-lo na humildade, sem orgulho, como coisa emprestada, não própria. Deus nos dá os bens para o uso. Não é pecado ter bens. Todas as coisas são boas e foram feitas por Deus para a utilidade dos homens. O errado e que faz sofrer é o apego.

São Bernardo, nos ensina que “o avarento está sempre faminto como um mendigo, nunca chega a ficar satisfeito com os bens que deseja. O pobre, como senhor de tudo, os despreza, pois não deseja nada”.

Fonte:

CARREIRA, Dom Joaquim Justino. Tervas ou Luz: Os Pecados Capitais e os Dons Do Espirito Santo.Ajuda à Igreja que Sofre. São Paulo, 2011

Padre Paulo Ricardo: https://padrepauloricardo.org/aulas/o-pecado-da-avareza

Professor Felipe Aquino: https://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2014/06/04/os-enganos-da-avareza/

 

Via: Canção Nova Cuiabá

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