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Notícias › 20/10/2020

Ataques a igrejas no Chile são crimes de ódio, adverte fundação pontifícia

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A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) classificou como “crimes de ódio” os ataques de vandalismo que ocorreram ontem no Chile contra as igrejas de São Francisco de Borja e da Assunçãi, e pediu que o governo garanta a proteção dos edifícios religiosos.

“Pedimos ao governo chileno que garanta a proteção dos edifícios religiosos contra crimes de ódio deste tipo”, expressou o presidente executivo da ACN, Thomas Heine-Geldern, em comunicado lembrando que desde outubro de 2019 mais de 57 templos e edifícios religiosos foram atacados no Chile.

No domingo, durante as manifestações do primeiro ano de protestos sociais no Chile, grupos de vândalos atacaram os dois templos localizados no centro de Santiago. A igreja de São Francisco de Borja, usada para os serviços religiosos dos Carabineiros, foi atacada à tarde e a igreja da Assunção foi incendiada durante a noite. A torre deste último desabou devido a um fogo.

Os atacantes colocaram vídeos e fotos dos danos nas redes sociais, enquanto outros posaram com as imagens religiosas destruídas.

A ACN indicou que “embora seja legítimo manifestar e apelar a mudanças sociais, o ódio desenfreado contra grupos religiosos gera violência e destruição e deve ser abertamente condenado em todo o mundo, como foi feito no passado com outros crimes semelhantes”.

“Estamos consternados com as agressões, saques e ataques a igrejas em Santiago, no Chile: os acontecimentos de ontem mostram onde chega a violência e o ódio promovidos por alguns grupos”, assinalou.

“Expressamos a nossa proximidade e apoio ao pároco da Igreja da Assunção, Pedro Narbona, que há muitos anos apoia diretamente o trabalho da seção chilena da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), em favor dos cristãos perseguidos”, acrescentou.

Heine-Geldern disse que na ACN “estamos consternados que tenha que sofrer em primeira pessoa um nível de violência contra a Igreja que até agora só conhecíamos de outras partes do mundo”.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.

Via ACI Digital

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