Frases de Santos

Artigos › 17/06/2020

As raízes do ateísmo contemporâneo e a atual crise de fé

 

Vemos uma onda crescente do ateísmo nestes últimos tempos, de forma particular nas faculdades, deformando nossos jovens por meio de uma cosmovisão materialista, laicista e ateísta. Professores contrários à religião, especialmente contra a Igreja Católica, se voltando contra ela com mentiras exageradas e interpretações ideológicas da história. Com isso muitos jovens universitários ou ate mesmo nas escolas de ensino médio e fundamental, acabam acreditando nas mentiras contadas por não conhecerem a verdadeira história da Igreja, são levados a odiar a igreja e abandonarem a fé.

Por outro lado, graças a Deus temos algumas exceções, por exemplo o Dr. Fracis Collins, diretor do “Projeto Genoma Humano” nos Estados unidos encerado em 2013. Autor do livro “The Language of God” (A linguagem de Deus). Deixou o ateísmo aos 27 anos e se converteu ao cristianismo.

Bento XVI em 2006 em uma entrevista em Castel Gandolfo disse:

“[…] no mundo ocidental de hoje vivemos uma nova onda de iluminismo drástico, ou laicismo, como se queira chama-lo. Tornou-se mais difícil ter fé, pois o mundo no qual estamos é completamente feito por nós mesmos, e nele Deus, por assim dizer, já não comparece diretamente. Os homens reconstruíram o mundo por si mesmo, e tornou-se mais difícil encontrar Deus neste mundo”.

São João Paulo II em sua encíclica “Fide et Ratio” (fé e Razão) no número 88, revelou com clareza as enfermidades do mundo pós moderno. Condenou o Cientificismo “que só valoriza as teses das ciências positivas e menospreza o conhecimento religioso e saber ético: estes seriam do domínio da imaginação ou irracional. A consequência desta posição é que tudo quanto se pode realizar no plano da tecnologia é admirável no plano da Moral”. Um verdadeiro absurdo.

João Paulo II também denunciou os erros do Racionalismo, niilismo e tantas outras realidades assim como o pragmatismo que “tudo julga em função da sua utilidade ou de suas aplicações práticas, excluindo o recurso a reflexão abstratas e avaliações éticas. Estas concepções tem tido muita voga na política: há certas formas de democracia que julgam a viabilidade ética de determinado comportamento com base apenas no voto da maioria parlamentar: a vida humana é valorizada tão somente por sua capacidade de produzir e servir; donde segue a legislação do aborto e da eutanásia” (FR n. 89).

No numero 90 da Fides et Ratio, São João Paulo II revela o vazio de um Niilismo que é “a negação de qualquer verdade objetiva e a destruição da dignidade humana; a pessoa é assim levada ao desespero da solidão. Iludindo-o, vários sistemas filosóficos convenceram-no de que ele é senhor absoluto de si mesmo, que pode decidir autonomamente sobre o seu destino e a seu futuro, confiando apenas em si próprio e nas suas forças. Ora esta nunca poderá ser a grandeza do homem”.

Bento XVI também expressou sua preocupação sobre os ventos ideológicos e doutrinários dos últimos anos, em sua homilia na missa de abertura do Conclave:

“Quantos ventos doutrinários experimentamos nesses últimos decênio, quantas correntes ideológicas, quantos modos de pensamentos… O pequeno barco do pensamento de muitos cristãos se viu frequentemente agitado por essas ondas, arremessado de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, e até mesmo a libertinagem; do coletivismo ao individualismo radical; do agnosticismo ao sincretismo, e muito mais.”

“Ter uma fé clara, de acordo com o Credo da Igreja, muitas vezes foi rotulado como fundamentalista. Enquanto que o relativismo, ou seja, o deixar-se levar ‘guiados por qualquer vento de doutrina’, parece ser a única atitude que está na moda. vai-se construindo uma ‘ditadura do relativismo’ que não reconhece nada como definitivo e que só deixa como última medida: o Filho de Deus, o verdadeiro homem. Ele é a medida do verdadeiro humanismo. ‘Adulta não é uma fé que segue as ondas da moda e da ultima novidade; adulta e madura é uma fé profundamente arraigada na amizade com Cristo.”

Papa Bento XVI falou várias vezes do perigo da “ditadura do relativismo”. No dia 19 de novembro de 2010, ele disse a 150 cardeais em um consistório, que:

“A liberdade de anunciar o Evangelho se encontra hoje em risco devido a ditadura do relativismo. A relação entre verdade e liberdade é essencial, mas hoje se encontra frente ao grande desafio do relativismo, que parece completar o conceito de liberdade, mas na verdade a coloca em risco de destruição, propondo-se como uma verdadeira ‘Ditadura’. ‘Nós nos encontramos, portanto, em um tempo de difícil compromisso para afirmar a liberdade de anunciar a verdade do Evangelho e das grandes aquisições da cultura cristã.”

Na encíclica Fides et Ratio nos números 90-91, São João Paulo II que para alguns pensadores atuais pensam que “o tempo das certezas está irremediavelmente ultrapassado, de modo que o homem deveria viver num mundo de total ausência de sentido, onde tudo é provisório e efêmero; assim, estariam extintas até mesmo as certezas da fé”.

Neste atual contesto que a humanidade vive hoje, vemos diariamente a Igreja Católica sendo atacada de diversos lados, inclusive por boa parte de seus membros, consequência desta ditadura do relativismo e tantos outros pensamentos filosóficos. Como o próprio São João Paulo II denuncio em as encíclica fé e razão.

Por isso precisamos investir em nossa formação pessoal, pois, ela tem um papel fundamental. Por tanto comecemos pelos documentos da Igreja. Pois quem conhece ama… A igreja católica tem um papel fundamental, principalmente nestes últimos tempos…

a a partir deste artigo introdutório vamos compartilhar uma serie de artigos referente a crise atual da fé. então fique atento em nossas postagens!

 

 

Fonte: NAVES, Lúcio de VAsconcellos. Raizes Históricas e Filosóficas do Ateismo Conteporaneo. Editora Cleofas, Lorena SP 2016

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