Frases de Santos

Homilia › 17/03/2020

A humilde confiança na misericórdia de Deus

Homilia Terça Feira da Terceira Semana da Quaresma

Primeira Leitura (2Rs 5,1-15a)

Salmo Responsorial (Sl 41)

Evangelho (Lc 4,24-30)

 

A primeira leitura de hoje nos da exemplo de como devemos rezar em meio a desolação. O autor bíblico nos diz que tudo tinha se perdido, e diante da situação, ainda parecia que Deus estava distante. Em meio a situação de desolação o risco de desespero era muito grande. Risco ate mesmo de perder a fé, de blasfemar, murmurar. Mas, Azarias nos da exemplo, resistindo, ele pede perdão para seu povo e pede que o nome de Deus continue sendo glorificado. Um belo exemplo a ser seguido em meio as nossas desolações, ate mesmo diante desta situação do Coronavirus.

“Senhor fomos reduzidos a nada diante das nações; fomos humilhados diante de toda terra; tudo devido a nossos pecados… Entretanto, que a contrição de nosso coração e a humilhação de nosso espirito nos permitam achar bom acolhimento junto a vós senhor” (Dn 3,37.39)

Durante a Quaresma somos convidados reconhecer nossas culpas com humildade e com confiança invocar o perdão e a misericórdia de Deus. Precisamos reconhecer que certos desvios do mundo moderno são devidos as nossas infidelidades. Precisamos humilhar-nos e arrependidos confessar nossos pecados. É necessário voltar-nos para Deus e suplicar seu perdão e sua misericórdia para conosco e para com toda humanidade. Hoje somos chamados a nos inspirarmos na oração de Azarias e nos colocarmos contritos diante de Deus e suplicarmos seu perdão. A humildade cristã não encerra o homem em si mesmo, não despreza e nem leva a desconfiança na misericórdia de Deus, pelo contrário, o atira com confiante e filialmente em Deus. O Senhor está sempre disposta a nos perdoar, desde que voltemos para Ele com o coração contrito, desejoso de vida melhor. Também, precisamos entender que ao recorrermos à misericórdia de Deus, sabendo que ele nos perdoa, precisamos aprender a perdoar aqueles que nos ofenderam, se preciso for, setenta vezes sete.

“É de todo coração que agora vos seguimos e buscamos vossa face… tratai-nos com vossa habitual doçura e com todas as riquezas de vossa misericórdia” (Dn 3,41-42). Depois do pecado e do arrependimento Deus quer de seus filhos: humildade, proposito de conversão, confiança em sua misericórdia. Abre a humildade o coração à confiança. O Ser humano sabendo que não pode contar com as próprias forças, refugia-se em Deus com plena confiança, seguro de encontrar nele o auxílio para se levantar do pecado e alcançar a perfeição.

Por outro lado, a desconfiança na misericórdia de Deus, mesmo após graves quedas, nunca é sinal de verdadeira humildade, mas, sinal de orgulho disfarçado de tentações diabólicas. Veja, por exemplo, se Judas tivesse se humilhado e reconhecido seu erro, em vez de se desesperar teria sido como Pedro.

É a humildade que coloca o homem em seu verdadeiro lugar que é, diante de Deus, lugar de filho fraco e miserável, mas confiante. Mesmo diante da queda diante dos propósitos, mesmo que esta queda seja constante é preciso se humilhar e sempre buscar o sacramento da confissão. Se caso recair tantas vezes nos mesmos erros e ainda não consegue vencer seus defeitos, em vez de indignar-se consigo mesmo, deve se humilhar.

Santa Tereza de Jesus nos diz: “A Humildade é balsamo que cura todas as feridas”. Deus permite que o homem experimente a própria fraqueza, justamente para que tenha consciência mais viva da própria indigência, deteste toda segurança presunçosa em si e dirija-se a ele com maior humildade e confiança.

A humildade também deve refletir nas relações com os outros, nos levando a amar mais e perdoar sempre que necessário. Quem é orgulhoso se ofende com qualquer coisa e por causa de seu orgulho tem dificuldade em perdoarJá o humilde, Ao contraio, perdoa, mesmo diante das grandes ofensas. Pois, o humilde faz uma verdadeira experiência com a misericórdia de Deus e com isso é levado a amar como Deus o amou… 

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